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As equipes de plantão da 1ª Companhia do 11º Batalhão de Bombeiros Militar (BBM), com sede em Joaçaba, atenderam ocorrência na Linha São Pedro, no interior do município de Erval Velho, em que um homem, de 56 anos, foi localizado, por familiares, com a perna presa abaixo do rodado traseiro de um trator.

O instinto de sobrevivência da vítima chamou a atenção de todos, já que o homem ficou com a perna presa por mais de três dias. Nesta condição, por mais de 72 horas sob sol escaldante, chuva e noites frias. Apesar de tudo isso, a vítima estava consciente e orientada, já que segundo o próprio relato, ele se alimentou com abóboras que transportava e bebeu a água da chuva para se manter.
A família, que é da cidade de Joaçaba percebeu a ausência do homem, porque ele não retornou na manhã de hoje, já que de acordo com o filho dele é uma situação comum o pai ficar no sítio da família, incomunicável, por volta de três ou quatro dias.
Os bombeiros empregados nesta ocorrência seguiram a doutrina de resgate veicular, com a estabilização do trator e escoramento com calços, que seguiu a ordem de "centímetro elevado é centímetro calçado", entre outros princípios operacionais que a atividade exige, que foram colocados em prática.
Durante todo o atendimento o paciente foi assistido pela equipe da Unidade de Suporte Avançado (Alfa) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que prestou o atendimento pré-hospitalar em conjunto com a equipe da ambulância Auto Socorro de Urgência (ASU) do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC).
Após o resgate, o paciente foi encaminhado pelo SAMU ao Hospital Universitário Santa Terezinha (HUST), em Joaçaba.
Novas ferramentas facilitaram a ocorrência
Neste caso, foram utilizadas ferramentas de resgate veicular recém adquiridas pelo BBM, que auxiliaram para a retirada do homem debaixo do trator, ou seja, empregadas para o desencarceramento.
As máquinas da linha Pentheon da Homaltro se destacaram pela facilidade de transporte ao local, principalmente pelo fato de não ter necessidade de mangueiras de conexão, bem como o baixo ruído, que garantiu a comunicação ágil entre as equipes, uma vez que não havia a necessidade de unidade de força.(Texto: Capitão Ilton Schpil e Soldado Otávio Antônio Morés -Fotos: Divulgação/CBMSC)

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